Impressões Digitais

     As impressões digitais foram, e ainda são, o principal meio de prova técnica usada no Brasil na elucidação de crimes onde o autor não foi localizado e se faz necessária uma investigação para a conclusão do inquérito. Impressão digital (tecnicamente datilograma ou dermatóglifo) é o desenho formado pelas papilas (elevações da pele), presentes nas polpas dos dedos das mãos, deixado em uma superfície lisa. As impressões digitais são únicas em cada indivíduo, sendo distintas inclusive entre gêmeos univitelinos. Tal característica, chamada unicidade, as faz serem utilizadas como forma de identificação de pessoas há séculos. A utilização de impressões digitais para identificar pessoas existe desde a Antiguidade em diversos lugares, como Mesopotâmia, Turquestão, Índia, Japão e China, com o objetivo de autenticar documentos e selar acordos civis e comerciais. O primeiro sistema de identificação por impressões digitais foi criado por Francis Galton, com base em anotações anteriores de outros autores. A primeira utilização de uma impressão digital para prender e condenar um criminoso ocorreu na França, em 1902.

     A impressão digital é, em sentido estrito, uma marca deixada pelos pontos de fricção de um dedo humano em um objeto. Uma pegada do pé também pode deixar uma impressão. Uma impressão digital normalmente é deixada pela epiderme dos dígitos (dedos das mãos e dos pés), pela palma da mão ou da sola do pé, consistindo de uma ou mais unidades de pele impressos pela fricção em um local.

     As marcas deixadas pelas impressões digitais podem ser localizadas, geralmente, sobre uma superfície lisa, devido as secreções naturais dos dedos, como o suor, ou podem ser feitas por tinta ou outras substâncias aderidas sobre a pele. Registros de impressões digitais normalmente contêm impressões da última junta dos dedos e polegares, apesar de cartões de impressões digitais também gravarem partes das áreas inferiores dos dedos.

    Fatores que afetam a qualidade das impressões digitais são muitos. A maleabilidade da pele, da pressão do dedo, o deslizamento, o material da superfície, a rugosidade da superfície são apenas alguns dos vários fatores que podem causar a não identificação positiva de uma digital com o suspeito. De fato, as condições que cercam cada impressão em campo são únicas e nunca se repetem. Por estas razões, os datiloscopistas e peritos são obrigados a passar por treinamento intensivo para que consigam “enxergar” as impressões digitais deixadas em um local de crime.



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